Veneno de abelha vira cosmético A substância melitina promove um aumento na produção de colágeno e elastina, aumentando a viçosidade da pele gplus
 
 
 

Veneno de abelha vira cosmético

A substância melitina promove um aumento na produção de colágeno e elastina, aumentando a viçosidade da pele

O boato surgiu no ano passado, segundo a imprensa de fofoca britânica, a duquesa Kate Middleton estaria utilizando cremes e máscaras faciais feitas com veneno de abelha com o objetivo de dar mais viçosidade à pele do rosto. O produto já seria um velho conhecido da também duquesa Camilla Parker, que acredita que o veneno ajuda a retardar o envelhecimento natural da pele. 

Mesmo não sendo da família real, as mulheres que desejarem conhecer os efeitos benéficos presentes no veneno da abelha podem fazê-lo aqui mesmo no Brasil. A dermatologista Karla Assed oferece tratamentos à base do produto em sua clínica. “Conheci o veneno de abelha quando fui a um Congresso em Seoul”, conta ela. O produto utilizado pela dermatologista, porém, não possui o veneno propriamente dito e sim a melitina, um aminoácido.

O objetivo dos produtos que contém melitina é enganar a pele. “Ela faz o organismo pensar que a pessoa foi picada, e com isso aumenta o fluxo sanguíneo, aumentando a produção de colágeno”, explica a dermatologista. Além do colágeno, que fortalece os tecidos do corpo, também há um aumento de produção da elastina, “proteína que confere flexibilidade, permitindo que a pele se estique e retorne à sua forma original”, finaliza Karla.

De acordo com a dermatologista, a melitina já foi alvo de estudos e sua eficácia já foi provada. “Já existem estudos que comprovam o uso da substância como anti-inflamatória”, afirma ela. O produto, no entanto, não pode ser usado por pessoas que possuem alergia a picada de abelha, claro.

“A melitina pode ser utilizada em forma de creme, máscaras ou loções, em casa, como peeling e após laser”, explica Karla. O tratamento escolhido depende da avaliação da dermatologista e também do resultado que o paciente deseja obter. Além disso, já existe no Brasil produtos prontos que contém a metilina, “mas também receito fórmulas manipuladas que possuem a substância”. 

A metilina é indicada pela dermatologista para pacientes que buscam o rejuvenescimento, efeito tensor, brilho, diminuição dos poros. A posologia também varia. “Tudo vai depender do tipo de pele e qual o efeito desejado com o tratamento. Se for creme, por exemplo, o uso é diário, uma vez ao dia”, explica ela. Mas não adianta pensar que a apenas a metilina vai fazer milagres, já que geralmente existe um complemento do tratamento. 

O tempo que a substância demora para fazer efeito também varia bastante e depende do tipo de tratamento escolhido. A aplicação do produto não causa nenhum efeito colateral grave. “Mas algumas pacientes sentem, às vezes, uma discreta ardência ao durante a aplicação”, conta a dermatologista.

Nem só de mel vive a abelha.
Uma indústria em Tatuí, no interior de São Paulo, utiliza o pólen produzido pelas abelhas para criar um creme anti-rugas. O produto, de acordo com o site, possui “ação hidratante por conter em sua formulação pólen extraído por processo eletrônico, e mesmo sendo um cosmético tem mostrado bons resultados no alivio de dores nas articulações”. O produto tem sido chamado de botox natural por agir de maneira eficiente no combate às rugas.

Além disso, cientistas americanos divulgaram que a melitina é capaz, também, de matar células cancerosas, ao mesmo em que mantém as células saudáveis intactas. O produto está sendo testado em ratos.