A luta de Kesha contra o assédio O processo e a batalha da cantora Kesha contra abusos sexuais, físicos, verbais e emocionais gplus
   

A luta de Kesha contra o assédio

O processo e a batalha da cantora Kesha contra abusos sexuais, físicos, verbais e emocionais

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O assunto está dando o que falar na mídia. São informações novas a todo momento. Taylor Swift já doou 250 mil dólares para ajudar a cantora Kesha. Várias outras artistas a estão apoiando publicamente, como Lily Allen, Lady Gaga, Demi Lovato, Lorde, Adele e Ariana Grande. No Twitter, em 24 horas, foram mais de 2,8 milhões de mensagens de apoio através da hashtag #FreeKesha. No entanto, no dia 19 de fevereiro, ela perdeu sua primeira liminar na Suprema Corte de Nova York.

Agora, finalmente, as coisas parecem estar melhorando para a cantora. Segundo o New York Daily News, Dr. Luke será demitido da Sony em breve. A gravadora teria decidido encerrar o contrato com ele um ano antes do previsto, devido à má repercussão e às críticas que estavam recebendo. Todo o alvoroço na mídia, os protestos dos fãs e o apoio público de artistas estavam fazendo com que a Sony ficasse cada vez mais mal falada. 

Até então, a gravadora dizia que não podia interferir na batalha legal, porque o contrato da Kesha era com Dr. Luke. Mas muitos, entre eles Lady Gaga, passaram a pressionar a empresa para interceder, demitindo Dr. Luke. Essa seria uma primeira vitória para Kesha, porque deixaria o produtor sem a gravadora por trás dos seus negócios. Assim, ele poderia realmente preferir liberar a cantora do contrato para não ter outros problemas em razão da má fama. Como ninguém conhece o contrato entre eles, pode existir, também, alguma cláusula que seja quebrada com o fim da parceria Kemosabe/Sony, o que daria suporte para Kesha se libertar. De qualquer forma, isso já permite que Kesha trabalhe na gravadora sem ele. Ela mesma já disse que não se importa em continuar trabalhando na Sony, desde que não tenha vínculo contratual com Dr. Luke. 

O problema é que não há base legal para que a gravadora rompa o contrato com o produtor, porque não houve condenação judicial contra ele. Uma fonte da Sony disse, no New York Daily News, que, neste caso, deve ser feito um acordo entre as partes. 

Entenda o caso

A história toda começou em outubro de 2014, quando Kesha entrou com um processo contra o produtor Dr. Luke, alegando que sofrera "abusos sexuais, físicos, verbais e emocionais" por uma década, desde quando assinou contrato para trabalhar com ele. Ela tinha somente 18 anos, e ele, supostamente, a obrigou a beber álcool e a usar drogas para ficar mais desinibida. Ela afirma que Luke fez com que ela cheirasse uma substância antes de embarcar em um avião e, então, ele a violentou, enquanto ela estava dopada. Em outra ocasião, ele teria dado "pílulas de sobriedade" para a cantora, e ela acordou nua na cama dele, sem se lembrar de como havia chegado lá. 

Além disso, em janeiro de 2014, ela diz que deu entrada numa clínica de reabilitação para tratar um distúrbio alimentar, e culpou Luke por isso, dizendo que ele fazia comentários críticos que abalaram a sua auto-estima.

Kesha está tentando terminar o contrato com a Sony Music e a Kemosabe Records, gravadora criada e comandada por Dr. Luke. No dia 19 de fevereiro, no entanto, a juíza Shirley Kornreich, da Suprema Corte de Nova York, decidiu, em liminar, contra Kesha, que ela deveria permanecer contratualmente ligada à Sony e à Kemosabe Records. A cantora rompeu em prantos no tribunal. Conseguiu, contudo, o direito de trabalhar com outro produtor.Nos dias seguintes, Dr. Luke falou publicamente sobre o caso pela primeira vez: "Não violei Kesha, nem tive sexo com ela. A Kesha e eu fomos amigos durante muitos anos, ela era como uma irmã mais nova". Luke alega que a cantora só está tentando se ver livre do contrato.

Segundo o advogado de Kesha, no entanto, o processo contra Luke é um esforço sincero da cantora de retomar sua liberdade pessoal e sua carreira, depois de sofrer 10 anos de manipulação mental, abuso emocional e sexual.

Lady Gaga no Oscar

Em clima de Oscar, que aconteceu em 28 de fevereiro de 2016, Lady Gaga fez uma bela apresentação para chamar a atenção para a agressão sexual, fazendo com que Kesha agradecesse publicamente em seu Twitter. Ela cantou a música Til it Happens to You, do filme Hunting Ground, que foi indicada ao Oscar de melhor canção original. Um grupo de vítimas de violência sexual ficou ao lado de Gaga enquanto ela cantava e tocava piano.