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O clube de leitura feminista de Emma Watson

Conheça o projeto criado pela atriz e saiba como participar das discussões

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Que Hermione Granger é uma personagem poderosa, empoderada e muito inteligente, nós já sabíamos. Mas cada vez mais Emma Watson vem mostrando que é uma Hermione real e ainda melhor.

A atriz começou 2016 criando um clube de leitura feminista. Ela, que já é conhecida por seu engajamento na causa feminista, e também por ser embaixadora da ONU Mulheres, usou seu Twitter para pedir sugestões de nomes para o seu projeto.

"Olá time! Quero começar um clube de leitura feminista, mas até agora só consegui pensar em Clube de Leitura Feminista e Clube de Leitura Emma Watson. Tenho certeza que existe um nome mais inspirador por aí. Alguém tem ideias?"

Entre as sugestões, vieram trocadilhos com seu nome, como "Emmancipation" ("emancipação"), e também referências ao mundo dos bruxos, como Armada Hermione ou Clube da Hermione. O nome escolhido, no entrando, foi mais sério: Our Shared Shelf (nossa estante compartilhada). “Absolutamente amei esse. Obrigada a todos que vieram com sugestões e ideias. Foi muito legal da parte de vocês”, agradeceu Emma.

Com o nome decidido, a atriz, que é formada em literatura, criou um grupo de discussões na rede social de leitura Goodreads. Para participar das discussões, que abordam temas do feminismo além dos livros, basta fazer uma conta na plataforma. Se você só quer observar, nem precisa fazer uma conta. Mas é importante lembrar que tudo é discutido em inglês.

A proposta é que ela escolha um livro para cada mês e, na última semana, abra um tópico para que os participantes façam um debate sobre a leitura. O primeiro livro será "My Life on the Road" ("Minha Vida na Estrada"), da jornalista e ativista Gloria Steinem.

Gloria, a autora desse mês, trabalhou como jornalista em Nova York na década de 60, ficando famosa no meio editorial por se infiltrar como uma “coelhinha” no Clube Playboy da cidade. Num artigo, ela revelou a rotina de abusos e de exploração de jovens mulheres no local.

Nos anos 1970, a autora envolveu-se com grandes iniciativas do movimento feminista nos Estados Unidos, além de ter sido uma fundadora da Ms. Magazine – primeira publicação americana assumidamente feminista.

O título, lançado em outubro e já um best seller nos Estados Unidos, infelizmente ainda não tem data para chegar ao Brasil.