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10 grupos para empoderar as mulheres

Conheça 10 grupos feministas que lutam por direitos, igualdade e respeito e merecem a sua atenção

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É difícil ser mulher. Temos salários mais baixos do que os homens, mesmo nas mesmas funções; tivemos que lutar para ter direito ao voto, à pílula anticoncepcional e até para usar calças compridas. Existe uma pressão social forte em todas nós para casarmos, termos filhos e cuidarmos da casa, mesmo que não desejemos nada disso, enquanto os homens não sofrem da mesma pressão. Se ficarmos com vários homens, somos chamadas de “galinhas” e “vadias”; se não ficarmos, somos frígidas e tensas. Sentimos medo quando saímos de casa sozinhas à noite porque, além de podermos ser assaltadas, podemos também ser estupradas. São inúmeras as desigualdades de gênero, que todas nós conhecemos em algum nível.

Graças à luta de várias mulheres, conquistamos muitos direitos. A internet e as redes sociais vêm criando grupos de debate e conscientização muito úteis e interessantes nesse processo. Também há mobilização por meio de filmes, documentários, ONGs, livros, políticas públicas, jornais e revistas. As coisas estão mudando de forma veloz, e essa nova geração que está aí presencia isso de forma direta.

Nós pesquisamos alguns grupos que todas nós, mulheres, precisamos conhecer para entrar em contato com as lutas pelos nossos próprios direitos, e para nos conscientizarmos a respeito do tema feminismo. Essa palavra tão temida por alguns, aliás, não significa, de forma alguma, ódio aos homens. Significa, sim, direitos iguais para todas e todos, afinal, somos seres humanos e merecemos respeito.

Geledés é uma ONG de mulheres negras que tem, como objetivo, lutar contra o racismo e o sexismo, valorizando as mulheres negras, em particular, e a comunidade negra em geral. Geledé é originalmente uma forma de sociedade secreta feminina de caráter religioso existente nas sociedades tradicionais yorubás. Expressa o poder feminino sobre a fertilidade da terra, a procriação e o bem estar da comunidade. A Geledés realiza discussões acerca da questão da mulher negra, que é um aspecto essencial das questões de gênero na sociedade brasileira. Cria debates sobre a necessidade de adoção de políticas públicas, e já realizaram intervenções políticas nos âmbitos nacional, regional e internacional, denunciando o racismo.

O Thing Olga é um projeto feminista que tem o objetivo de criar conteúdos que reflitam a complexidade das mulheres e que as trate com respeito e seriedade. O projeto tem, como missão empoderar mulheres por meio da informação, garantindo que elas façam suas escolhas de maneira consciente, sem que tenham que se desculpar por tais decisões. O Think Olga criou as campanhas Chega de Fiu-Fiu e Entreviste uma Mulher.

A campanha Chega de Fiu-Fiu, criada pelo Think Olga, tem com o objetivo de acabar com a violência sexual que as mulheres sofrem no espaço público quando se sentem ameaçadas por homens que as intimidam, tocam, olham de forma provocante e indesejada. Muitas vezes, isso é tido como “elogio”, mas não pode ser elogio quando amedronta e faz com que as mulheres até evitem certos locais e roupas. Em breve, será lançado o documentário Chega de Fiu-Fiu, que vai conscientizar sobre o assédio.

A Think Eva é uma consultoria sobre o público feminino que promove conexão entre marcas e mulheres por meio de projetos customizados. Ela busca trazer soluções para os clientes, elaborando estratégias diferenciadoras e engajadas. Têm o intuito de proteger e ampliar as possibilidades para as mulheres, por meio de uma representação na mídia mais humana e responsável.

É uma organização social sem fins lucrativos que atua nos campos do direito à comunicação e dos direitos das mulheres. Para o Instituto, a mídia é um espaço muito importante para que sejam debatidas políticas públicas voltadas à igualdade de direitos entre os sexos. Realizam pesquisas de opinião pública, produzem campanhas publicitárias contra a violência doméstica, promovem oficinas e realizam os seminários nacionais A Mulher e a Mídia. 

A Agência é uma iniciativa do Instituto Patrícia Galvão. Ela produz notícias e conteúdos relativos aos direitos das mulheres. Busca ampliar a cobertura jornalística, influindo no comportamento editorial sobre problemas, propostas e prioridades que atingem metade da população (as mulheres).

A página está no Facebook e no Instagram (@empodereduasmulheres) e tem o objetivo claro descrito no título. A ideia é a de que é melhor dar poder a duas mulheres do que tentar explicar feminismo a um homem, já que ele não entenderá tão bem por não passar pelas mesmas situações. Além disso, as mulheres devem se unir para se fortalecer. 

Nós, Marias é um grupo de discussão feminista no Facebook que tem como objetivo os debates, a conscientização e acabar com a rivalidade entre mulheres. Por isso, só podem participar do grupo, adivinhe, mulheres! Também pelo fato de que se busca preservar a privacidade delas. Muitas relatam ocorrências bastante pessoais, buscando apoio umas das outras. 

O Coletivo é uma ONG que desenvolve um trabalho de saúde da mulher, com uma perspectiva humanizada. Critica o modelo médico clássico da gineco-obstetrícia, propondo um tipo de medicina menos agressiva, em que são realizados tratamentos naturais. Dão importância ao conhecimento do próprio corpo e valorizam a mulher como um indivíduo capaz de decidir e cuidar dele e da própria vida. Oferecem os seguintes serviços: o Disk-Saúde, em que a mulher pode tirar dúvidas gratuitamente, por telefone, sobre questões ligadas à saúde, violência, sexualidade e direitos; consultas de saúde, ginecológicas e de pré-natal; atendimento psicológico e em situações de violência doméstica, sexual e racial.

É uma ONG que contribui principalmente no campo de formação, coordenando atividades educativas em vários locais. O público é diversificado: mulheres rurais, urbanas, negras, indígenas, jovens... A ONG almeja ampliar o número de mulheres líderes que possam transformar a realidade em suas comunidades.