Mitos e verdades sobre a micropigmentação de sobrancelha Se você está insatisfeita com a sua sobrancelha, a técnica pode ser uma boa escolha gplus
   

Mitos e verdades sobre a micropigmentação de sobrancelha

Se você está insatisfeita com a sua sobrancelha, a técnica pode ser uma boa escolha

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Já que as sobrancelhas grossas e marcadas continuam na moda, muitas mulheres têm recorrido à micropigmentação, seja por falhas ou por fios muito claros e finos. Porém, como muitas pessoas ainda têm dúvidas em relação ao procedimento, pedimos para que a esteticista Barbara Macarroni e o dermatologista Adriano Almeida esclarecessem algumas coisas.  

”Mas é uma tatuagem!”
Apesar de serem muito parecidas, a tatuagem e a micropigmentação não são a mesma coisa. Segundo a esteticista e micropigmentadora Barbara Macarroni, enquanto a tatuagem é realizada na terceira camada de pele, a micropigmentação é mais superficial, já que é feita na segunda camada, chamada derme. Além disso, o procedimento  não causa sangramento, já que na derme estão localizados apenas vasos sanguíneos menores. Para que o procedimento seja menos dolorido, normalmente ele é feito com anestésicos.

Segundo o dermatologista Adriano Almeida, outra diferença é que a micropigmentação é feita com um procedimento mais lento e suave. Além disso, o pigmento usado tem como base a glicerina, deixando a tinta menos líquida do que a da tatuagem.

“O resultado é muito artificial...”
Depende da técnica utilizada. Normalmente os resultados mais artificiais são causados por uma técnica esfumada mais antiga, na qual a pele é pigmentada por completo, como em um borrão. O resultado mais natural, por sua vez, pode ser conseguido através da micropigmentação fio a fio 3D, na qual cada fio é desenhado separadamente, dando um efeito mais próximo ao natural. 

Além disso, a micropigmentação fio a fio 3D tenta imitar o crescimento original dos pelos. Segundo a esteticista, com o desenvolvimento da tecnologia, quanto melhor o equipamento utilizado, mais finos e naturais são os fios resultantes do procedimento. 

“É para sempre?”
Infelizmente, não. A micropigmentação tem uma durabilidade de oito meses a dois anos, devido à renovação celular. Dessa forma, segundo a esteticista, o ideal é realizar o retoque após um ano, ou um ano e meio. 

O dermatologista explica que por utilizar pigmentos com tamanhos formação distintos da tatuagem, a micropigmentação é um procedimento que está mais suscetível à eliminação pelo próprio organismo. “Isso, a princípio, poderia ser ruim. Porém, pode ser um ponto interessante nos casos de insatisfação com o procedimento, já que o a micropigmentação vai clareando com o tempo”, pontua. 


“Então é reversível?”
Não totalmente. A esteticista explica que a pele nunca retornará 100% ao seu estado natural. Porém, atualmente existem procedimento de despigmentação que podem remover até 80% do pigmento implantado. 

Por isso, o dermatologista alerta que para realizar este tipo de procedimento, deve-se estar seguro. Além de não ser completamente reversível, a despigmentação não é simples e tem um custo financeiro. “Lembre-se: esteja sempre seguro do que quer antes de realizar o procedimento”, finaliza.

“Tem algum risco ou contra-indicação?”
Apesar de ser um procedimento que está cada vez mais popularizado, é importante ter atenção. A esteticista explica que a micropigmentação é contraindicada para mulheres gestantes, lactantes, pessoas com marca-passo, anemia, câncer (período de quimioterapia), AIDS, e dermatite na região. 

Além disso, o dermatologista esclarece que existem riscos como infecção local, trauma e queda dos pelos existentes, alergias e, em situações extremas, até queloide.