Sofrer com o mau cheiro nas axilas é uma situação muito constrangedora e em alguns casos pode parecer sem solução, mas não é. Mudar o tecido da roupa, a alimentação e o desodorante pode amenizar e até resolver o problema, segundo o dr. Alexandre Hohl, presidente do departamento de endocrinologia feminina e andrologia da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia).
Primeiro, o mais importante é entender o surgimento do mau cheiro. O corpo humano é composto por dois tipos de glândulas sudoríparas, as apócrinas e as écrinas. São apócrinas que possuem relação íntima com o cheiro. Elas estão presentes em maior número na região da axila e da virilha. As secreções liberadas por essas glândulas acabam gerando uma proliferação de fungos, que é o que causa o mau odor.
É importante ressaltar também que cada pessoa possui um cheiro característico, que pode variar de acordo com uma série de fatores, como alimentação e, no caso feminino, com o ciclo hormonal. “Em cada período deste ciclo existe uma presença maior de determinado hormônio e isso influencia no odor do corpo”, explica o dr. Alexandre.
Apesar disso, não existe uma regra sobre em qual destes períodos o cheiro do corpo fica mais forte. Isso porque, hoje a maioria das mulheres toma anticoncepcionais e cada um é composto por diferentes dosagens e tipos de hormônio.
“Uma dica muito valiosa para quem sofre com este mau cheiro é evitar o uso de tecidos sintéticos e sempre dar preferência às roupas feitas de algodão”. Segundo o dr. Alexandre, não usar roupas muito justas também é uma boa forma de combater o CC, e evita também aquela famosa e desagradável “pizza” nas axilas.