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Companhia aérea cria “classe” exclusiva para mulheres

Passageiras poderão pedir os assentos reservados na hora do check-in

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Depois do “vagão rosa”, no Rio de Janeiro, e o “taxi rosa”, em São Paulo, foi a vez de uma companhia área sair em devesa das mulheres: desde janeiro, a AirIndia começou a vender passagens para uma área restrita a mulheres dentro de suas aeronaves. A medida vem após casos de assédio sexual nos vôos, onde algumas mulheres teriam sido agarradas por passageiros. 

A "reserva" será aplicada aos primeiros seis assentos da primeira fila da classe econômica. Os assentos, que serão oferecidos sem quaisquer taxas adicionais, só estarão disponíveis para passageiras que viajam sozinhas. "Como uma companhia nacional, nós sentimos que é nossa responsabilidade aumentar o nível de conforto das passageiras", disse Meenakshi Malik, um dos diretores da empresa, ao jornal "The Hindu". A companhia aérea deve estender a medida também em suas rotas internacionais nos próximos meses.

Além dos assentos, a companhia – que é a terceira maior da Índia – também anunciou que manterá algemas de plástico a bordo de todos os vôos para conter passageiros “descontrolados”.

A notícia, entretanto, não foi recebida com “bons olhos” pelos critica, incluindo a ex-diretora executiva da Air India, Jitendra Bhargava, que descreveu a iniciativa como uma atitude equivocada. “Que eu saiba, isso não acontece em nenhuma outra parte do mundo. Os aviões não são inseguros para as mulheres. Em caso de comportamento desregrado, a tripulação da companhia aérea está autorizada a agir de acordo com a lei “, afirmou ao The Hindu.

Essa não é a primeira decisão polêmica envolvendo a companhia: no ano passado, ela advertiu 600 de seus 3.500 comissários de bordo para que perdessem peso em seis meses ou correriam o risco de serem demitidos. Segundo a empresa, a forma física dos funcionários poderia “prejudicar sua agilidade”.