Fim da modinha: quem pode ou não cortar o glúten e a lactose da dieta? A dupla está em alta por conta das intolerâncias relacionadas a ela gplus
   

Fim da modinha: quem pode ou não cortar o glúten e a lactose da dieta?

A dupla está em alta por conta das intolerâncias relacionadas a ela

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As especificações “não contém glúten” e “não contém lactose” estão cada vez mais comuns de se ver nas prateleiras dos supermercados. A dupla é o assunto do momento e o mercado, claro, já se adaptou às necessidades daqueles que possuem doença celíaca, no caso do glúten, ou algum grau de intolerância a lactose, e estão cada vez mais conscientes de seus problemas.

O glúten é uma proteína presente no trigo, aveia, centeio, cevada e malte, que ajuda a dar a “liga” para algumas preparações, como pães e massas, por exemplo. De acordo com a Federação Nacional das Associações de Celíacos, a doença celíaca atinge mais de dois milhões de brasileiros. “Esta é uma desordem sistêmica autoimune que acontece devido à ingestão de glúten, e que causa uma inflamação crônica nas paredes do intestino delgado”, afirma a nutricionista Bianca Naves, da clínica NutriOffice.

Já a lactose é o açúcar naturalmente presente no leite e laticínios. Segundo Bianca, os intolerantes à lactose apresentam baixa produção da enzima que digere a lactose no intestino, o que pode provocar sintomas como gases e diarréia constantes. Esses indivíduos devem, portanto, restringir o consumo de lactose e produtos derivados. Porém, de acordo com a nutricionista, não é tão simples assim: “O cálcio, presente nos alimentos lácteos, é muito importante para o corpo humano, portanto os intolerantes à lactose devem substituí-los por bebidas que sejam fortificadas com esse mineral para garantir seu consumo adequado, como é o caso da bebida à base de soja, por exemplo”, explica.

Mas porque ambos, glúten e lactose, tem sido vistos como vilões até por quem não possui doença celíaca ou intolerância a laticínios? Porque, segundo Bianca, criou-se a teoria de que a restrição a esses alimentos emagrece. Porém, é um erro acreditar nisso. “Apenas aqueles que têm doença celíaca ou hipersensibilidade ao glúten precisam eliminar a proteína da alimentação e substituir os produtos à base de trigo, aveia, centeio, cevada e malte por outros que não contenham glúten, como farinhas e preparações que sejam à base de milho”, comenta.

Ainda sobre as dietas, apesar de alguns estudos sugerirem efeitos positivos na redução do peso corporal e do acúmulo de gordura após a exclusão de lactose e glúten da alimentação, os “resultados positivos” na balança, segundo Bianca, podem estar relacionados à redução da ingestão de calorias e carboidratos, geralmente presentes nesses alimentos, os quais exibem benefícios comprovados na redução do peso. “Ambos, glúten e lactose, estão presentes em alimentos importantes e necessários para uma alimentação saudável e equilibrada. É comum ter alimentos tratados como vilões, e de tempos em tempos esses produtos mudam. Hoje, a bola da vez é o glúten e a lactose, mas a retirá-los do cardápio só é considerado necessário para quem realmente precisa”, comenta. Portanto, para ter uma redução de peso significativa, o mais aconselhado é manter hábitos de vida saudáveis, como dieta equilibrada e a prática regular de atividade física. 

Caso você apresente sintomas como gases, diarréia, gordura nas fezes, inchaço, indigestão, desnutrição ou fadiga, ao ingerir alimentos que contém glúten ou lactose, é muito importante consultar um médico para verificar se você possui ou desenvolveu intolerância ou a alergia. Só então o profissional irá lhe recomendar uma dieta equilibrada e livre de alimentos que contenham ambas as coisas.