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Quem finge orgasmo tende a trair mais

Segundo estudo, fingir orgasmos pode indicar o quão infiel a mulher tem tendência a ser

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Seja porque o sexo não está legal ou porque você esta demorando muito para alcançar o ápice do prazer (o que é comum), o fato é que nenhuma mulher gosta de fingir um orgasmo durante a relação. Mas, de acordo com um estudo, a prática de “se livrar logo do problema na hora H” pode esconder um desvio de caráter: a traição. Como assim? Bem, eu explico: segundo os pesquisadores Ryan Ellsworth e Drew Bailey, da Universidade do Missouri, quem finge orgasmo costuma trair mais o parceiro. 

Para chegar a esta conclusão, os estudiosos perguntaram a cerca de 300 homens e mulheres, todos comprometidos, como andava o relacionamento, isto é, com que frequência eles fingiam um orgasmo e se traíam o parceiro. Em média, as mulheres chegavam mesmo ao orgasmo em 61% das vezes em que faziam sexo – e fingiam uma a cada cinco vezes. Já os homens gozavam em 70% das vezes e quase nunca fingiam: isso só acontecia uma vez a cada 20 transas.

Apesar de, a princípio, os pesquisadores não terem encontrado uma relação entre ter poucos orgasmos e infidelidade, há ligação direta entre a quantidade de orgasmos falsos e a probabilidade da mulher trair: chegar poucas ou muitas vezes ao clímax não tem nada a ver com as chances de trair, mas fingir orgasmos, isso sim, parece incitar a vontade de pular a cerca, segundo os pesquisadores.

E a falta de orgasmo não é um problema exclusivo das norte-americanas. Por aqui, de acordo com uma pesquisa realizada em 2013 pelo Projeto Sexualidade (Prosex), da Universidade de São Paulo, 34,6% das brasileiras sofrem com a falta de desejo sexual, sendo que 29,3% delas não têm orgasmo durante a relação. 

Segundo a sexóloga do site C-date, Carla Cecarello, as dificuldades de prazer feminino, na maioria dos casos, está relacionada com a questão emocional. “Às vezes a mulher consegue chegar ao orgasmo se masturbando, mas não consegue ter um quando está com o parceiro, é o que chamamos de Anorgasmia Situacional, e está nitidamente configurado a uma dificuldade de se entregar a outro e de confiar no homem na hora do sexo”, explica a especialista.

A longo prazo, a falta de orgasmo pode prejudicar o bem estar da mulher e a relação com o parceiro, uma vez que ela criará uma aversão a sexo e evitará transar com medo de sentir dor ou até mesmo achando que nunca irá se sentir satisfeita. Por isso, procurar a ajuda de um psicólogo especializado em sexualidade o quanto antes é ideal para evitar que o “problema” chegue a outros extremos. “Primeiro a mulher precisa entender os motivos que a impedem de ter orgasmo. Entendendo isso ela irá faz exercícios específicos de terapia sexual recomendado por esse profissional para conseguir chegar ao orgasmo”, explica a sexóloga. Carla ainda afirma que a falta de lubrificação ou queda no desejo, por exemplo, também pode estar relacionado a um problema físico. “Por isso, o indicado é procurar também um ginecologista”, completa.