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Saiba quais são os principais exames ginecológicos e coloque-os na sua agenda

Especialista esclarece algumas dúvidas sobre os exames que devem ser realizados anualmente pelas mulheres

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A saúde sexual é um dos pilares básicos da qualidade de vida das pessoas. Isso porque a busca do prazer, além da procriação, rege a sexualidade humana. Portanto, estar atento à saúde do próprio corpo periodicamente é fundamental para manter sempre o bom funcionamento do mesmo.

Sendo assim, os exames ginecológicos devem ser uma rotina fundamental para nós, mulheres. Eles servem para investigar a possível ocorrência de uma série de doenças, como endometriose, HPV, corrimento vaginal ou sangramento fora do período menstrual. E quanto antes se obtém o diagnóstico da enfermidade, mais fácil e mais garantida é a manutenção do bem-estar e da saúde. Por isso, é tão importante fazê-los anualmente ou em casos em que o corpo apresenta alguns dos sintomas citados acima. 

Para ficar sempre de olho na sua saúde, a professora e ginecologista Flávia Fairbanks esclarece algumas dúvidas sobre os principais exames ginecológicos que todas as mulheres devem realizar, no mínimo, uma vez ao ano, a partir da primeira relação sexual ou menstruação. Confira!

PAPANICOLAU - Temido por muitas mulheres, acontece por meio da simples coleta do material do colo do útero. É introduzido um instrumento - o espéculo - na vagina que expõe a superfície do colo uterino e permite a coleta das células para análise em laboratório. “O exame é primordial para as mulheres sexualmente ativas. Nele é possível diagnosticar o câncer de colo uterino, neoplasias intraepiteliais cervicais e também doenças sexualmente transmissíveis como tricomoníase e gonorréia”, explica a Dra. Flávia. Após dois anos de resultados normais, o Ministério da Saúde recomenda que o procedimento seja realizado com o intervalo de três anos, desde que não haja troca de parceiro sexual.

EXAMES DE SANGUE E DOSAGENS HORMONAIS - A médica explica que essas análises verificam se os componentes e nutrientes do sangue estão normais, dando chance de promover um tratamento precoce caso algum problema seja detectado. “Exames como TSH e T4 livre vão identificar alterações nos hormônios tireoidianos. Outros testes como de glicemia, colesterol total e suas frações, triglicerídeos, creatina (avaliação da função renal), TGO e TGP (avaliação da função hepática) e hemograma completo também devem ser realizados de acordo com o caso da paciente, ressaltando que não precisam ser feitos todos os anos”, esclarece.

MAMOGRAFIA E ULTRASSOM DE MAMA - A partir dos 40 anos as mulheres devem realizar o exame para garantir a detecção precoce do câncer de mama. Já em mulheres entre 16 e 39 anos, é indicado o ultrassom de mama quando houver algum sintoma mamário ou achado algo suspeito no exame clínico anual realizado pelo ginecologista. A avaliação pela mamografia consiste em produzir uma imagem radiográfica, obtida por um aparelho de raio X chamado mamógrafo, e permite a detecção de tumores de poucos milímetros, com alta chance de cura.

ULTRASSONOGRAFIA PÉLVICA E TRANSVAGINAL - O procedimento detecta problemas no ovário, avalia o endométrio, a parede uterina e permite identificar possíveis alterações no órgão. “O exame de ultrassonografia pélvica transvaginal é recomendável sempre que houver alguma alteração no exame físico ou na investigação complementar das irregularidades menstruais e disfunções hormonais. Também é indicado para pacientes com dificuldades para engravidar”, indica a ginecologista.

Com pôde perceber, uma visita periódica ao ginecologista e a realização de exames laboratoriais são poderosos aliados dos médicos para diagnosticar e prevenir doenças graves. “É importante que a paciente realize uma avaliação anual completa. Muitas mulheres só procuram o consultório quando sentem algum incômodo, mas é fundamental que a mulher faça a prevenção”, diz Flávia. “Outra coisa que devemos atentar é o uso de preservativos, que também evitam muitas doenças. A preocupação é tão grande que o próprio Ministério da Saúde está em plena campanha de vacinação contra o HPV”, conclui a médica.