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Brasileiras são as que menos tomam anticoncepcional corretamente

Segundo estudo, cerca de 60% não se lembram de tomar o medicamento pelo menos uma vez ao mês

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Desde a sua criação, por volta dos anos 60, a pílula anticoncepcional foi uma aliada do empoderamento das mulheres. O uso do contraceptivo está diretamente relacionado a liberação sexual e feminista contra o regime imposto pelos homens. No entanto, nos últimos anos, o público feminino começou a questionar o uso dos hormônios e – consequentemente os efeitos colaterais – resolveu buscar algo mais natural para evitar a gravidez.

Mesmo assim, segundo a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS) a pílula anticoncepcional é a forma de contracepção mais utilizada no Brasil. O preocupante é: as jovens brasileiras lideram o ranking global das que mais se esquecem de tomar o remédio. 

Segundo uma pesquisa feita pela Bayer em nove países com mais de 4.500 mulheres, entre 21 e 29 anos, 58% das brasileiras não se lembram do medicamento pelo menos uma vez ao mês — a média mundial é de 39%.

Outro ponto preocupante é o ritual de tomar o medicamento na mesma hora, todos os dias. Cerca de 40% das jovens ouvidas pela pesquisa não consideram necessário utilizar o medicamento com tanto rigor (como assim, produção?). 

Ainda de acordo com o estudo, as mulheres que se esquecem de tomar o remédio no horário correto estão mais propensas a esquecer completamente de ingeri-los. E isso é um grande perigo. Os médicos geralmente alertam que se você escolher essa opção como anticoncepcional, é preciso manter a disciplina, isso porque, seguindo todas as recomendações, o índice de falha é de 0,3%, mas com alguns deslizes ele aumenta para 9%.

E acredita que não pode piorar? Prepare-se. As brasileiras estão entre as que menos associam a pílula ao preservativo (6%) — perdendo apenas para as irlandesas (5%). Enquanto isso, 29% das americanas que usam anticoncepcional oral também usam camisinha – o que é o certo.

Esses dados são MUITO preocupantes, pois metade das gestações no país não é planejada e, de acordo com o Ministério da Saúde, a maior concentração de casos de HIV em ambos os sexos está na faixa etária de 25 a 39 anos.