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Casal cria roupas de bebê ecologicamente corretas e sem definição de gênero

A ideia é estimular o consumo consciente e quebrar estereótipos

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Rosa é de menina e azul é de menino? Se depender dos designers Pedro Benites e Lívia Dall’Agnol, não mais: roupas de bebê sem definição de gênero e ecologicamente corretas é a proposta da Matiz, startup criada pelo casal de gaúchos. 

Lívia, que é designer de moda, já trabalhou desenvolvendo coleções para grandes lojas de roupas, como a Renner. Enquanto Pedro, que é designer gráfico, trabalhou em grandes escritórios de design. 

Em 2014, o casal tomou a decisão criar algo novo e que revolucionasse o mercado da moda de alguma forma. Foi então, que a partir de suas experiências, eles registraram a marca Matiz, que passou a receber a dedicação dos dois em tempo integral. 

Após uma pesquisa de mercado, ambos perceberam que o setor de roupas infantis era padronizado demais e sem muita diferença entre eles. “Queríamos contar histórias, gerar reflexões através dos produtos, e a melhor fase para isso é a do desenvolvimento da criança”, afirma o casal, em entrevista ao Projeto Draft

Foi assim que surgiu a ideia da Matiz: uma cadeia justa de produção, sustentável e que aborda temas relevantes, como abandono de animais e mobilidade. “É logo na primeira infância que as crianças pegam os valores transmitidos pelos pais e formam ideias na cabeça. Essas crianças serão adultos que farão a diferença e contribuirão para uma sociedade com pessoas mais conscientes no futuro", diz Pedro. 

Sobre a questão do gênero, o empreendedor diz que ela é crucial para a identidade da empresa. "A proposta é quebrar o estereótipo de rosa para meninas e azul para meninos", afirma. As peças produzidas não são separadas por feminino e masculino e os tons mais presentes nas peças são o roxo, verde e laranja.

Segundo o casal, produzir conscientemente é um passo para tornar o consumo sustentável mais comum e atingir cada vez mais pessoas com essa iniciativa, sem limitar o acesso dos consumidores. É por isso que todas as roupinhas da coleção são produzidas com algodão orgânico e tecidos feitos de PET.

Com sete meses no mercado, a Matiz recebeu investimento de R$ 10 mil para sair do papel. Hoje, eles faturam algo em torno de R$ 7 mil ao mês, vendendo uma média de 32 peças por semana, entre lojas multimarcas de Porto Alegre e no Rio de Janeiro. “Acreditamos que nosso produto teve boa aceitação porque as pessoas também sentem a necessidade de repensar a maneira como estamos educando nossas crianças e estão refletindo cada vez mais sobre a criação de seus filhos”, explica Lívia. 

De acordo com o casal, outro problema do mercado infantil são as muitas peças feitas em longas cadeias de produção, que acarretam na má qualidade dos produtos e péssimas condições para os trabalhadores. “Preferimos ter um faturamento menor, beneficiando muitos no caminho. Não acreditamos em muito dinheiro na mão de poucos”, dizem.