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Médicos dizem ter encontrado método para reverter a menopausa

A técnica pode ajudar a aumentar a fertilidade em mulheres mais velhas

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A menopausa é a fase menos aguardada pelas mulheres após os 45 anos de idade: calorões, dores no corpo, ganho de peso e, até, secura vaginal. Ninguém quer ou gosta de sofrer com estes sintomas, ainda mais quando ocorrem precocemente. No entanto, esta “sina feminina” esta prestes a acabar, graças a uma equipe de médicos da Grécia. 

Eles afirmam ter conseguido fazer com que os ovários de mulheres que já tinham parado de menstruar voltassem a produzir óvulos, revertendo à menopausa e acabando com os sintomas.

Para chegar a este resultado, a equipe de médicos usou a terapia “Plasma Rico em Plaquetas” (PRP), que consiste na retirada e centrifugação do sangue da paciente, que leva ao isolamento das moléculas e desencadeiam o crescimento de tecidos e vasos sanguíneos.

Segundo Konstantinos Sfakianoudis, ginecologista e autor do estudo, em entrevista à revista New Scientist, a terapia PRP parece ajudar a rejuvenescer os ovários.

Nos testes, uma das voluntárias tinha entrado na menopausa precocemente, aos 40 anos. Cinco anos mais tarde, a equipe de estudiosos injetou PRP nos ovários dela, o que fez com a menstruação voltasse após seis meses.

Para examinar a eficácia do tratamento, a clínica então coletou três óvulos e fertilizou dois deles, usando espermatozóides do marido da paciente. Para a surpresa da equipe médica, e da própria paciente, ela engravidou alguns meses depois. 

Se os resultados desse estudo forem confirmados e reconhecidos, a técnica também poderá ser usada para aumentar a fertilidade em mulheres mais velhas, ajudar pacientes que sofrem com menopausa precoce a ficarem grávidas e atuar no combate aos efeitos mais graves desta fase. 

"O método oferece uma janela de esperança as mulheres que estão na menopausa. Elas serão capazes de engravidar usando seu próprio material genético", afirmou Sfakianoudis.

INCERTEZA

Os médicos ainda têm duvidas sobre como a técnica funciona ou como o plasma desencadeou a menstruação.

Sfakianoudis afirmou que aplicou a técnica em quase 30 mulheres, com idades entre 46 e 49 anos, que ainda queriam ter filhos, mesmo após a menopausa. "Parece funcionar em cerca de dois terços dos casos. Observamos mudanças em padrões bioquímicos, uma restauração da menstruação", disse.

Segundo o ginecologista, a terapia PRP já havia ajudado em casos de pacientes que sofrem de problemas que impedem a fixação dos embriões, dificultando a gravidez. 

Porém, após receberem doses PRP diretamente no útero, três de seis pacientes da clínica, que tinham sofrido uma série de abortos espontâneos e feito tentativas frustradas de fertilização in vitro, conseguiram engravidar.

Alguns médicos da Grã-Bretanha questionaram a ética da equipe do ginecologista, pois, segundo eles, deve haver um limite máximo de idade para ser mãe. Mas, ainda sim, os resultados estão sendo vistos como "muito animadores" pela maioria dos profissionais.