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Alguns sinais durante o sexo podem indicar problemas para a saúde feminina

Dor, sangramento e coceira estão entre os desconfortos mais comuns

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Para as mulheres, nem sempre o sexo é sinônimo de prazer. Às vezes, dores, sangramentos e outros incômodos acabam surgindo durante a relação e atrapalham toda a sintonia partilhada pelo o casal no momento. 

Esses desconfortos, que normalmente acometem mais as mulheres do que os homens, podem vir em diversas intensidades e se manifestar até na região anal, tanto durante ou após o ato sexual. Mas, em todo o caso, saiba que não é comum sentir qualquer tipo de incômodo persistente na hora H. Aliás, alguns desses sinais podem ser um forte indício de que há algum problema relacionado a parte íntima. 

Segundo o ginecologista Patrick Bellelis, do Hospital Sírio-Libanês em São Paulo, fatores psicológicos podem ser uma das causas dos problemas ocorridos durante ou após o sexo, como não se sentir à vontade para transar ou ir para a relação já achando que terá dor. “Nas duas situações, por exemplo, a mulher não terá uma lubrificação adequada e terá uma contração involuntária do intróito vaginal, levando a dor durante o ato sexual”, explica o médico. 

No entanto, ainda sim, as mulheres devem ficar atentas aos sintomas que o corpo oferece, como dor, sangramento, alterações do odor, secreções esverdeadas ou amareladas, coceiras, feridas, fissuras ou verrugas. “Todos são sinais que devem ser investigados por um ginecologista”, alerta Bellelis. 

Alguns desses sintomas podem estar relacionados a sérias doenças como endometriose, doença inflamatória pélvica, vulvovaginites e vaginoses bacterias, HPV e outras DSTs. Por isso, é muito importante que a mulher não tenha vergonha de buscar auxílio médico.

Para se ter uma ideia do problema, um estudo realizado em 2013 pelo ProSex, projeto ligado ao Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, da Universidade de São Paulo (USP), mostrou que 21% das mulheres sexualmente ativas sentem dor durante a relação sexual, mas somente 10% costumam procurar um especialista.

“A mulher deve passar regularmente no ginecologista. Sempre falamos que devemos fazer uma medicina preventiva, justamente para prevenirmos os problemas antes que eles apareçam. No entanto, sabemos que isto nem sempre ocorre. Sendo assim, sempre que as mulheres apresentarem qualquer um dos sintomas relatados, elas devem procurar imediatamente um ginecologista”, afirma Bellelis. 

O médico alerta também para o desenvolvimento de câncer genital, caso a dor durante o sexo esteja relacionada a uma infecção causada pelo HPV. “Sempre que diagnosticada alguma lesão é fundamental tratá-la. Mas, muito importante também é a vacinação contra o HPV que deve ser realizada em homens e mulheres até os 45 anos de idade”, diz o ginecologista. 

Vale lembrar que a musculatura da região vaginal pode ficar mais ou menos relaxada dependendo da posição, mas que isso não deve causar um incômodo expressivo ou prolongado durante ou após a relação.

No entanto, mesmo com dor, algumas mulheres ainda insistem em continuar fazendo sexo, o que pode fazer ainda mais mal para elas, uma vez que ela pode criar uma aversão ao sexo, dificultando as chances de se chegar ao orgasmo e, logo, prejudicando o relacionamento com parceiro. 

Por fim, o médico ainda reforça que é importantíssimo buscar auxílio médico caso esteja sofrendo com dores, secreções mal cheirosas, sangramentos e outros sintomas já citados. “As mulheres não devem ter vergonha! Se estiverem com algum destes problemas, devem procurar seu ginecologista para que o tratamento possa ser instituído o mais rápido possível”, conclui.