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Anticoncepção: saiba tudo sobre o DIU

Especialista explica quais as vantagens e desvantagens do contraceptivo favorito das mulheres

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Dentre os inúmeros métodos contraceptivos que existem hoje, o Dispositivo Intrauterino (DIU) é um dos mais seguros e eficazes, segundo ginecologistas. O DIU nada mais é do que um objeto sólido, em formato de “T” com dois fios na parte inferior, que é inserido dentro da cavidade uterina de uma mulher, com o objetivo de evitar uma gestação indesejada. Atualmente, ele é um dos métodos contraceptivos favoritos das mulheres, já que é livre do risco de trombose – ao contrário das pílulas – e outros incômodos.  

Estão disponíveis no mercado apenas dois tipos de DIU, sendo que cada um age de um modo diferente: os de cobre e os hormonais. O DIU de cobre impede a penetração e passagem dos espermatozóides, não permitindo seu encontro com o óvulo. Não apresenta efeitos colaterais indesejáveis, não interferem na qualidade ou quantidade do leite materno e são reversíveis, porém, em alguns casos, ele aumenta a quantidade de sangramento durante a menstruação em cerca de 50%. Ele pode ser inserido imediatamente após o parto, durante a menopausa (até um ano ou mais após a última menstruação) e não interage com outras medicações. Sua duração é de dez anos, sendo que após esse período precisa ser trocado.

Já o DIU hormonal libera uma forma de progesterona sintética dentro do útero, que diminui a frequência da ovulação e altera a consistência do muco do colo do útero, dificultando a passagem do esperma. A ação hormonal desta progesterona é local e restrita ao útero, não havendo efeitos colaterais comuns e indesejáveis do uso de hormônios orais, como as pílulas. “O DIU é método de longa duração. Uma única decisão leva a uma anticoncepção muito mais eficaz e duradoura, que não interfere nas relações sexuais”, explica a Dra. Carla Martins, ginecologista e membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). O DIU hormonal dura 5 anos e tem formato de Y, mas quando implantado ele adota o formato de T.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o DIU de cobre tem 0,8% de chances de gravidez, e o DIU hormonal expõe a mulher a 0,2% de chances de engravidar. “Além dos benefícios oferecidos já citados, este método também previne a anemia, relacionada à perda sanguínea durante a menstruação, reduz o risco de infecção inflamatória pélvica e gravidez ectópica (fora do útero), não altera a pressão arterial, o metabolismo de carboidratos e lipídeos ou as enzimas hepáticas. Não altera o HDL-colesterol e os parâmetros de coagulação sanguínea”, afirma Carla. 

Porém, nem tudo “são flores”. De acordo com a ginecologista, o DIU também apresenta desvantagens. “Os efeitos adversos mais comuns são: expulsão, dor ou sangramento, infecção e perfuração da parede do útero (muito raro quando a inserção for bem feita)”, afirma. Carla também lembra que sangramento irregular nos primeiros três a cinco meses é a principal causa de descontinuação do uso do objeto. 

É importante lembrar que o DIU só pode ser inserido e removido por um médico ginecologista, em qualquer momento do ciclo menstrual e contanto que a mulher não esteja grávida. 

Para introduzi-lo, o profissional deve, antes de tudo, pedir um ultrassom para saber se a paciente possui pólipos ou miomas uterinos. Caso nada seja detectado, é realizado um processo de higienização e conscientização na paciente sobre as vantagens e desvantagens do uso do produto. O médico, então, com o uso de um espéculo – aparelho usado para afastar as paredes do canal vaginal – introduz o dispositivo através do canal vaginal. Depois do procedimento, onde não há necessidade de hospitalização ou anestesia, é importante fazer uma ultrassonografia de controle, para que tenha certeza de que o DIU está na posição correta. 

Em caso de remoção, o processo também é bem simples. “A remoção pode ser feita em qualquer momento do ciclo menstrual. Com cuidado, o médico apenas puxa delicadamente os fios do DIU com uma pinça”, explica Carla.

Na ausência de contra-indicações, o DIU pode ser utilizado em qualquer mulher, entre 13 e 60 anos, que esteja procurando por um método contraceptivo de confiança, reversível e de longo prazo. Além disso, os DIUs também são excelentes métodos para mulheres que ainda amamentam seus bebês. “Estudos demonstraram que mulheres que amamentam apresentaram menor índice de complicações”, comenta a especialista. 

Porém, é importante lembrar que este método não previne contra doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), inclusive HIV e AIDS. Também não é um método indicado para mulheres com história recente de infecções sexualmente transmissíveis (IST) ou que têm múltiplos parceiros sexuais. 

Atualmente, O DIU pode ser colocado gratuitamente através do Sistema Único de Saúde (SUS) – nesse caso o de cobre – ou por um plano de saúde. O preço para quem for pagar diretamente pela colocação do implante varia muito, principalmente entre os tipos de DIU. Em média, desembolsa-se de R$ 100 a R$ 900 para comprar o DIU – sendo que os mais baratos são os de cobre – e a colocação entre R$ 250,00 e R$ 600,00.