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Como reverter a diástase após a gravidez?

Afastamento dos músculos abdominais pode ser solucionado através de simples exercícios fisicos

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A gravidez costuma ser um período de grande felicidade para as mamães, afinal, ela agora é o centro das atenções e está “carregando” em seu ventre o novo membro da família. Porém, a gestação não é feita apenas de alegrias e emoções, principalmente no que envolve os sintomas e transformação do corpo. Uma das piores “consequências” da gravidez, para muitas mães, é o fato do corpo não sair ileso aos meses de gestação, ocasionando ganho de peso, flacidez e até mesmo complicações de saúde.

A diástase, por exemplo, corresponde a um problema super comum durante a gravidez, que é a separação dos músculos do abdômen. Isso acontece por vários fatores, entre eles o sedentarismo e também o fato de a estrutura corporal de algumas mulheres não aguentarem a pressão do crescimento do útero. 

De acordo com a Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais, a diástase acomete cerca de 5% das gestantes. “A melhor maneira de prevenir ou tratar o problema é através da prática de exercícios físicos e alimentação balanceada antes e após a gestação”, explica Gabriela Cangussú, especialista em exercícios pós-parto e criadora do programa Mamãe Sarada.

O problema não ocorre com todas as mulheres e é mais comum naquelas que não estão acostumadas a fazer exercícios abdominais antes da gravidez. Em alguns casos, a musculatura volta rapidamente ao normal devido a fatores genéticos, enquanto que em outros, o processo pode ser lento e exigir muito esforço próprio. “Nos casos mais graves em que a diástase é maior que 3 dedos, podendo chegar até 20 centímetros, os exercícios podem não ser suficientes. Se isso acontecer, uma opção é a abdominoplastia”, comenta Gabriela.

Além dos problemas estéticos, que costumam afetar a auto-estima das mulheres após o parto, os sintomas mais frequentes da diástase costumam ser dores nas costas, nas pernas e na região pélvica, além da postura.

“Para descobrir se possui o problema e em qual nível ele se encontra, é só deitar no chão e colocar a mão na linha média do abdômen, logo acima do umbigo. Depois, como se fosse fazer um exercício abdominal, levante a cabeça e o tronco, contraindo o local. Com a ponta dos dedos próximos ao umbigo, meça a distância entre os lados do reto abdominal. Se houver um espaço entre o músculo, esse pode ser considerado a diástase”, afirma a especialista. Gabriela ainda diz que, em casos onde a diástase não é grave, apenas com a prática de atividades físicas específicas a musculatura local poderá voltar ao normal. 

Para iniciar os exercícios, entretanto, é recomendado que a mulher que teve parto normal espere ao menos 30 dias. Já as gestantes que passaram pela cesariana, podem começar depois de 45 a 60 dias. Isso é, em ambos os casos, se não houver tido nenhum tipo de complicação no parto. Ainda sim, é fundamental ter a liberação do médico para executar os exercícios que serão recomendados.

De acordo com Gabriela, embora cada mulher tenha um tipo de corpo e que o tempo de recuperação varie de uma para outra, na maioria dos casos, é possível reverter a diástase em casa mesmo. “Tenho várias alunas que conseguiram melhorar muito o problema dedicando poucos minutos do dia para a atividade física”, comenta.

É importante lembrar que mulheres que já tiveram diástase em gestações anteriores têm mais risco de desenvolvê-la. O ideal é manter um intervalo de dois anos entre uma gravidez e outra. “Além disso, é importante que a gestante adote hábitos saudáveis, com uma alimentação balanceada e a prática de exercícios de baixa intensidade. Depois do parto e da liberação do médico, as mães podem aumentar gradualmente a intensidade dos treinos”, explica a fisiologista.

Ainda segundo Gabriela, exercícios que contraem o abdômen, como prancha e ponte lateral, ajudam na diástase, pois fortalecem a região. “Fazer caminhada, por exemplo, vai ajudar em outros fatores, mas não para a diástase especificamente”, conclui.