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Fique atenta aos sintomas da endometriose

Saiba mais sobre a endometriose, doença silenciosa que pode surgir em qualquer idade

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Sete milhões: esse é o número aproximado de mulheres que sofrem de endometriose (inflamação aguda no sistema reprodutor feminino) no Brasil atualmente, segundo dados da Associação Brasileira de Endometriose (SBE). Essa dolorosa realidade, que acomete de 5% a 10% das mulheres em idade fértil, resulta da combinação de fatores genéticos, emocionais e, até, ambientais.

A doença é a causa de muitos casos de infertilidade nos dias de hoje. Entretanto, com o tratamento adequado, é possível reverter este quadro que traumatiza tantas mulheres. Um exemplo disto é a atriz Fernanda Machado, que interpretou a personagem Leila na novela "Amor à Vida". Há alguns meses, a artista divulgou o nascimento do seu primeiro filho, fato que foi muito comemorado depois de Fernanda ter sido diagnosticada com endometriose há cerca de três anos.

Mas, além da infertilidade, outros sintomas podem indicar que a mulher está com endometriose, tais como: cólica menstrual forte, dor durante a relação sexual, dor entre as menstruações e ao usar o banheiro. “As principais causas da endometriose são o refluxo menstrual, associado a causas genéticas (o risco é maior entre parentes de primeiro grau), ambientais (exposição a ambientes poluídos com resíduos de monóxido de carbono como as dioxinas) e imunológicas (o organismo não reconhece, adequadamente, esse tecido fora de lugar e não faz uma faxina adequada todos os meses, que serviria para remover esse tecido e evitar a doença)”, explica detalhadamente a Dra. Flávia Fairbanks, professora e ginecologista da Clínica FemCare.

Geralmente, o diagnóstico acontece quando a paciente está entre os 25 e 30 anos. Mas é importante destacar que a doença pode acometer mulheres a partir da primeira menstruação e pode se estender até a última. Ou seja, não há idade para “atacar”. 

Pesquisas mostram que em 65% dos casos a endometriose afeta, inclusive, a atividade profissional das mulheres: 16% param de trabalhar e 6% são forçadas a se aposentar.

O diagnóstico, infelizmente, não é fácil. “Ele se baseia, principalmente, nas queixas da paciente. Por isso, é importante estar atenta aos sintomas e procurar um médico assim que possível”, alerta Flávia. “O diagnóstico pode ser feito por exames complementares especializados (ultrassom pélvico e transvaginal com preparo intestinal ou ressonância magnética da pelve) e também por videolaproscopia, que já é uma cirurgia e pode tratar a paciente”. Atenção especial, também, ao exame de toque, fundamental no diagnóstico da endometriose profunda. 

Ainda de acordo com Flávia, não há consenso médico sobre as causas que levam ao desenvolvimento da endometriose, de modo que ainda é difícil falar diretamente em prevenção. “Acredita-se que a prevenção verdadeira não exista, pois há muitos fatores envolvidos. Porém, existem medidas que evitam que a menstruação seja muito abundante, como o uso de anticoncepcionais que reduzem o fluxo menstrual, o que é benéfico”, afirma. 

Existem, atualmente, dois tipos de tratamento que podem ser usados para combater as dores da endometriose: medicamentos ou cirurgia. Cada um deles tem suas especificidades, e cabe ao ginecologista avaliar a gravidade da doença em cada caso e recomendar o melhor tratamento. 

É importante compreender, no entanto, que não existe cura permanente para a endometriose. O objetivo de cada tratamento é aliviar a dor e amenizar os outros sintomas, como favorecer a possibilidade de gravidez e diminuir as lesões endometrióticas.