Mulheres que trabalham à noite são menos férteis, segundo estudo Ficar longe do sol pode afetar o ritmo do organismo e prejudicar o amadurecimento dos óvulos gplus

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Mulheres que trabalham à noite são menos férteis, segundo estudo

Ficar longe do sol pode afetar o ritmo do organismo e prejudicar o amadurecimento dos óvulos

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Quem deseja ter filhos algum dia deve dar preferência a trabalho diurno e não ter o costume de carregar muito peso, ao menos, é o que afirma um novo estudo da faculdade de saúde pública de Harvard.

A pesquisa, publicada na revista “Occupational and Environmental Medicine”, estudou cerca de 500 mulheres que procuraram tratamentos de fertilidade em um hospital de Massachusetts entre 2004 e 2015, e descobriu que aquelas que trabalhavam em horários noturnos e aquelas cujo trabalho envolvia carregamento de cargas pesadas eram as que mais tinham dificuldade para engravidar.

Os resultados tiveram como base o número de óvulos produzidos por cada uma das mulheres durante a estimulação dos ovários na fertilização in vitro. As pacientes que trabalhavam de dia produziam uma média de 11,2 óvulos por sessão, enquanto as que trabalhavam de noite tinham uma média de 8,7 – uma queda de 28%. Já as que tinham serviços mais pesados, apresentaram 14% menos óvulos.

Segundo os pesquisadores, estes resultados se devem à confusão no relógio biológico pelo trabalho noturno, que atrapalharia o desenvolvimento e maturação dos óvulos. “Nosso estudo sugere que as mulheres que estão planejando uma gravidez devem estar cientes dos potenciais impactos negativos que os trabalhos pesados e fora dos horários comerciais podem ter em sua saúde reprodutiva”, disse Lidia Mínguez-Alarcón, uma das pesquisadoras, ao jornal Telegraph.

Ainda de acordo com os cientistas, o motivo da redução dos óvulos estaria associado a uma disfunção no ritmo circadiano (que controla o nosso ciclo biológico). Isso afetaria a produção, o desenvolvimento e o amadurecimento dos óvulos, provocando a infertilidade. No caso do peso, este poderia afetar os órgãos internos femininos, entre eles, o útero.  

Apesar dos resultados, os próprios cientistas reconheceram que a resposta pode ser diferente caso a mulher, mesmo trabalhando a noite e carregando cargas pesadas, tenha uma rotina saudável, com boa dieta e frequência de exercícios físicos.