Menopausa X Libido: como driblar a falta de desejo sexual Especialista explica como reanimar a vida sexual após a menopausa gplus

AreaH - Baixe grátis na Apple Store

AreaH - Baixe grátis na Google Play

   

Menopausa X Libido: como driblar a falta de desejo sexual

Especialista explica como reanimar a vida sexual após a menopausa

Confira Também

A menopausa é um período desafiador na vida de qualquer mulher. Além das mudanças físicas que são próprias da idade madura, as alterações orgânicas e hormonais podem causar desconfortos, ressecamentos, unhas quebradiças, ganho de peso, ondas de calor e o campeão de dúvidas nos consultórios: diminuição da libido. E não tem como escapar, a menopausa é um estágio natural na vida da mulher que traz incertezas quanto ao futuro da vida sexual.

Para o médico ginecologista e obstetra Élvio Floresti Junior, o primeiro passo para não se deixar abater nesse período é buscar informações. "Deixar as crendices de lado e buscar informações junto com o seu médico é o primeiro passo. Mas sim, a menopausa diminui a libido. A causa principal para isso acontecer está na diminuição da lubrificação vaginal", explica.

Essa falta de desejo sexual na menopausa manifesta-se principalmente através dos seguintes sintomas: desinteresse no ato sexual, frustração/irritação, dificuldade em sentir-se sexualmente excitada (mesmo quando estimulada), paredes vaginais mais frágeis, secura vaginal, dor/desconforto durante o ato sexual, incapacidade de atingir o orgasmo. Existem ainda outros sintomas característicos da menopausa que também podem contribuir para a falta de desejo sexual por parte da mulher, nomeadamente as dores de cabeça, fadiga, suores noturnos, alterações de humor e sensibilidade nos seios.

Isso não significa o fim da atividade sexual. "Quando o corpo dá sinais de que algo está errado a medicina corre atrás e descobre mecanismos para driblar as falhas. Se o pâncreas falha, repõe-se insulina, por exemplo. Por que não repor o hormônio quando o ovário falha? A questão está mais ligada ao tabu do que à medicina propriamente dita", comenta Floresti.

Ainda de acordo com o médico, não pode-se descartar fatores como alimentação saudável e atividade física para minimizar os sintomas da menopausa. "Não é o início da decadência. A reposição através de hormônios pode ser feita hoje por diversos métodos: spray, pílula, gel vaginal, adesivos. É só buscar o mais indicado para cada mulher e dar vasão à imaginação", afirma o especialista.

Além dos hormônios, uma boa saída para casais superarem a falta de interesse da mulher pelo sexo é dar mais atenção às preliminares, criar ou realizar novas fantasias sexuais e aumentar a liberdade durante o sexo. Tudo isso, segundo Floresti, são fatores que compensam a falta natural dos hormônios sexuais femininos. "A libido é realmente uma das queixas mais frequentes, mas a redescoberta do sexo pelo casal pode dar um novo “up” na relação. Por isso, o uso de cremes vaginais é também fundamental para esse novo estado sexual, que fará com que o casal, mesmo com anos de menopausa, ainda tenha uma libido satisfatória e atividade sexual prazerosa", concluiu o médico.